Atrofia vaginal tem solução: conheça os tratamentos mais eficazes
Por Dra. Emiliane Simonek · 04 de setembro de 2026

Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico da atrofia vaginal é realizado através da avaliação clínica detalhada, combinando sintomas relatados pela paciente e exame físico.
Exame ginecológico
Durante a consulta, o médico observa alterações visíveis na região vaginal, como mucosa mais pálida ou avermelhada, com aspecto ressecado e tecidos mais finos com menor elasticidade.
Exame especular
Através deste exame, é possível visualizar o canal vaginal e identificar se a mucosa vaginal está mais fina e com sinais de atrofia.
Exame de Papanicolau
O resultado da citologia pode mostrar ausência ou escassez de células superficiais, indicando processo de atrofia vaginal. Também pode revelar alterações na microflora vaginal.
Relação com infecções
A atrofia vaginal está associada à maior frequência de infecções urinárias e alterações no odor vaginal. Isso acontece porque a mucosa atrofiada produz menos glicogênio, substância que alimenta os lactobacilos – bactérias benéficas responsáveis por manter a flora vaginal saudável e protegida.
Exames complementares
Em situações específicas, podem ser solicitados exames como colposcopia e vulvoscopia para auxiliar no diagnóstico mais preciso.
Opções de tratamento disponíveis
O tratamento da atrofia vaginal é individualizado e depende da avaliação médica de cada caso. O especialista considera os sintomas apresentados, o histórico da paciente e suas preferências para definir a melhor abordagem terapêutica.
Tratamentos com Hormônios
A reposição hormonal com estrogênio é um tratamento muito eficaz para casos moderados ou graves de atrofia vaginal. Quando aplicado diretamente na região, pode melhorar significativamente os sintomas.
No entanto, nem todas as mulheres podem usar terapia hormonal de forma segura. Para mulheres que tiveram câncer de mama, útero ou ovários, por exemplo, usar hormônios pode fazer com que células cancerígenas que ainda estão no organismo comecem a se multiplicar novamente.
Por essa razão, elas precisam usar outros tipos de tratamento que sejam seguros e não causem riscos, como hidratantes vaginais, laser vaginal e radiofrequência.Esses tratamentos ajudam a melhorar os sintomas sem colocar a saúde em perigo.
Tratamentos sem Hormônios
Hidratantes vaginais: São uma alternativa prática e segura para tratar a atrofia vaginal. Diferente dos lubrificantes comuns, eles foram desenvolvidos para aderir às paredes vaginais e manter a umidade por períodos prolongados.
Isso ajuda a aliviar sintomas como ressecamento, coceira e desconforto durante o dia a dia. São especialmente indicados para mulheres que não podem usar terapia hormonal.
Laser Vaginal: O laser vaginal funciona estimulando a produção de colágeno na região íntima, o que ajuda a recuperar a elasticidade, espessura e umidade natural da vagina.
O procedimento usa laser CO2 fracionado ou Herbium, outra tecnologia eficaz que atua de forma similar, promovendo renovação tecidual e melhora da vascularização e é completamente indolor. Ele alivia sintomas como ressecamento, irritação, coceira e ardor.
É uma excelente opção para mulheres que não podem usar cremes hormonais, especialmente aquelas que tiveram câncer de mama.
Radiofrequência: A radiofrequência aquece suavemente a mucosa vaginal, fazendo com que as fibras se contraiam e aumentando a circulação sanguínea na região.
Esse processo melhora a elasticidade dos tecidos e reduz a secura vaginal. É considerada muito eficaz no tratamento da atrofia vaginal e também é uma alternativa segura para mulheres que passaram por tratamento de câncer de mama.
Por que mulheres com câncer de mama desenvolvem atrofia vaginal?
O tratamento do câncer de mama inclui terapias que bloqueiam ou reduzem drasticamente os níveis de estrogênio no corpo. Quando isso acontece, a mulher entra na menopausa rapidamente, mesmo sendo jovem.
Sem a proteção do estrogênio, a vagina perde progressivamente sua espessura, elasticidade e capacidade de lubrificação natural, desenvolvendo o que chamamos de atrofia vaginal.
A importância de tratar a atrofia vaginal
A atrofia vaginal não afeta apenas a região íntima – ela também causa sérios problemas no sistema urinário. Quando os tecidos vaginais ficam mais finos e ressecados, o trato urinário também sofre as consequências.
Uma das complicações mais comuns é o desenvolvimento de infecções urinárias repetidas. Isso acontece porque a falta de estrogênio cria um ambiente onde as bactérias conseguem se multiplicar mais facilmente.
A vagina perde sua proteção natural e as bactérias nocivas encontram condições ideais para crescer e causar infecções.
Esses problemas urinários podem se tornar um ciclo: as infecções frequentes causam irritação, que piora os sintomas da atrofia, que por sua vez facilita novas infecções.
Por isso é tão importante tratar a atrofia vaginal desde o início, antes que esses problemas se instalem e afetem ainda mais a qualidade de vida da mulher.
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