Após a primeira infecção, o vírus do herpes permanece no organismo para sempre, ficando “adormecido” nos nervos da região afetada.
De tempos em tempos, ele pode se reativar e causar novos episódios de sintomas, geralmente na mesma área da infecção inicial.
Como ocorre a transmissão?
O herpes tipo 1 (HSV-1) se espalha pelo contato oral – através de beijos ou ao compartilhar objetos como batons, copos e talheres com pessoas infectadas.
Geralmente provoca aquelas feridas características na boca e região facial, mas também pode ser transmitido sexualmente e provocar herpes genital.
O herpes tipo 2 (HSV-2), embora menos comum que o tipo 1, é quase sempre responsável pelo herpes genital.
Sua transmissão acontece principalmente através do contato sexual – seja vaginal, anal ou oral – com uma pessoa infectada, mesmo quando ela não apresenta sintomas visíveis.
Como são os sintomas?
Quando acontece pela primeira vez, os sintomas costumam ser mais intensos e desconfortáveis.
Pode-se notar pequenas bolhas dolorosas na região genital ou anal, acompanhadas de coceira, ardor ou uma sensação de formigamento que geralmente aparece antes das lesões se manifestarem.
É comum sentir dor ao urinar, além de sintomas mais gerais como febre, mal-estar, dor de cabeça e até dores musculares.
Os gânglios da virilha também podem ficar inchados e sensíveis.
Nos episódios seguintes, os sintomas tendem a ser bem mais brandos.
As lesões aparecem em menor quantidade, são menores e cicatrizam mais rapidamente – enquanto no primeiro episódio podem levar de 7 a 10 dias para sarar, nas recorrências isso acontece em cerca de 3 a 7 dias.
Os sintomas como febre e mal-estar raramente voltam, embora muitas pessoas relatem sentir aquele formigamento característico antes das lesões aparecerem, como um “aviso” de que um novo episódio está começando.
Muitas pessoas não desenvolvem sintomas quando são infectadas pela primeira vez, o que significa que podem carregar e transmitir o vírus sem saber que têm herpes.
Uma vez contraído, o vírus do herpes fica no seu corpo para sempre.
Ele se instala nos nervos e pode despertar de tempos em tempos, causando novos episódios.
Como são as lesões?
As lesões em si seguem um padrão: começam como pequenas bolhas cheias de líquido, depois se rompem formando feridas rasas que podem ser bem dolorosas.
Com o tempo, elas formam uma crosta e cicatrizam completamente, sem deixar marcas permanentes.
Quem pode ter herpes?
O herpes genital pode afetar qualquer pessoa sexualmente ativa e está entre as infecções sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo.
Estudos mostram que uma grande parcela da população mundial carrega o vírus, muitas vezes sem saber.
Isso acontece porque muitas pessoas nunca desenvolvem sintomas ou têm sintomas tão leves que passam despercebidos.
Alguns fatores podem aumentar o risco de contágio, como ter múltiplos parceiros sexuais, não usar preservativos regularmente, ter outras infecções sexualmente transmissíveis ou um sistema imunológico enfraquecido.
Como tratar o herpes genital
O herpes genital não tem cura, mas pode ser muito bem controlado com medicamentos antivirais.
Esses remédios impedem que o vírus se multiplique, aliviando os sintomas e acelerando a cicatrização das lesões.
Como prevenir o herpes genital
Embora não seja possível garantir proteção total contra o herpes genital, existem várias medidas que podem reduzir o risco de contágio.
- Use preservativos sempre
- Evite contato durante as crises
- Evite tocar lesões suspeitas e lave bem as mãos caso isso aconteça
- Fortaleça seu sistema imunológico com alimentação saudável, exercícios e sono adequado.
Por que o Herpes na gravidez merece atenção especial?
O herpes genital durante a gravidez requer cuidados específicos porque existe a possibilidade de transmissão para o bebê, principalmente durante o parto.
Quando o bebê passa pelo canal vaginal durante o nascimento, pode entrar em contato com o vírus se a mãe estiver com lesões ativas na região genital.
É importante entender que nem toda gestante com herpes transmite o vírus para o bebê na verdade, isso é relativamente raro quando há acompanhamento médico adequado.
Muitas mulheres com herpes genital têm partos normais e bebês completamente saudáveis.
A situação que requer maior cuidado é quando uma mulher contrai herpes pela primeira vez durante a gravidez, principalmente no terceiro trimestre.
Nesse caso, seu organismo ainda não produziu anticorpos contra o vírus, deixando o bebê mais desprotegido no momento do parto. Por outro lado, mulheres que já conviviam com herpes antes da gravidez têm uma vantagem importante: seus corpos já criaram defesas naturais que ajudam a proteger o bebê, reduzindo as chances de transmissão.
Possíveis consequências para o bebê
Quando ocorre a transmissão do vírus para o recém-nascido, as consequências podem variar desde problemas leves até situações mais graves.
O bebê pode desenvolver lesões na pele, problemas nos olhos, infecções do sistema nervoso ou, em casos raros, complicações que coloquem a vida em risco.
Felizmente, temos à disposição tratamentos comprovadamente seguros e eficazes para o herpes durante a gravidez.
Medicamentos antivirais passaram por extensos estudos e são considerados completamente seguros tanto para a gestante quanto para o bebê, podendo ser usados inclusive durante a amamentação.
